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Prefeitura Municipal de Sítio do Quinto

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2017 No dia do índio, prefeitura municipal leva alunos da EJA para visitar a tribo Kiriri. (19/04)

25/09/2019 às 10h12

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Cocares na cabeça, chocalhos na mão e pintura no rosto, mistura de cores e cantos que só a cultura indígena pode nos proporcionar. Na manhã desta quarta-feira, 19, com o objetivo exaltar novos conhecimentos sobre a cultura, os costumes e as tradições da comunidade indígena, a Secretaria Municipal de Educação, em parceria com a Prefeitura Municipal de Sítio do Quinto, levou os alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA), para uma visita aos índios da tribo Kiriri, da aldeia Mirandela, em Banzaê, interior da Bahia.

Cerca de 200 alunos do fundamental I e II, que contemplam 10 turmas movimentaram a aldeia Mirandela. Estiveram presentes estudantes da sede do município e dos povoados, que são eles: Tingui, Queimada de Dentro, Sacos do Tingui, Cascalheira e Lagoa do Limoeiro. Três ônibus escolares e uma van escolar transportaram os educandos, que estavam ansiosos para a visita tão aguardada por todos.

Em uma ação construtiva, que visa a absorção de novos conhecimentos, os alunos da EJA tiveram a oportunidade de ingressar em um intercâmbio cultural, em uma das tribos mais conhecidas da região. Através de uma vivência concreta com a realidade local, os alunos presentes puderam aprender mais sobre um dos povos que ajudaram a construir as influências culturais, que estão presentes na história da Brasil e consequentemente da Bahia.

O entusiasmo dos estudantes para encontrar os indígenas era visível. Ansiosos para conhece-los, muitos não vinham a hora para que pudessem ter contato com os moradores locais. Desde o momento inicial, foi constatada a euforia e a vontade de participar do evento já de início. Um exemplo é a aluna do fundamental II, Ademária Carvalho, que relata sua experiência na aldeia.

“Eu estou gostando muito de estar aqui participando desse evento. Tudo o que eles produzem aqui é muito bonito, não só as roupas que eles estão usando, como as artes que eles produziram para a venda. Tudo muito lindo, caprichado, fazem tudo bem feito e ainda podemos aprender novas culturas, coisas que ainda não tínhamos contato ou conhecimento”, menciona a estudante.

Na ocasião, os alunos tiveram a oportunidade de ver de perto a exposição de artesanatos produzidos pelos indígenas, como colares, pulseiras, produtos cerâmicos, além de conhecer um pouco mais sobre a cultura da tribo Kiriri, através de apresentações e conversas com os habitantes locais. Uma troca de experiência única entre os alunos e os moradores da natureza.

Aprendizado na prática

Buscando trazer conhecimento e apresentar para os estudantes a realidade de uma cultura, que até então eles não tinham contato, a coordenação da EJA, chefiada pela pedagoga, Sônia Neves, tratou de analisar quais os eventos ou atividades diferenciadas que eles gostariam. “A partir de um diagnóstico que nós realizamos nas escolas, pesquisamos quais os eventos que os alunos gostariam de participar. Em um determinado momento, um dos alunos citou que gostaria de ver ‘índios de verdade’, já que o contato mais próximo que eles tinham com os indígenas, era através dos livros. Com essa dica, começamos a providenciar a viagem, já que ficaria fácil, pois Banzaê é próximo e já tínhamos o contato fácil para a tribo”, comenta a coordenadora.

Apesar das poucas horas de evento, os estudantes puderam ser impactados positivamente com a iniciativa, como comenta Sônia. “Essa visita é muito significativa por que ela se retira do imaginário para o real. Ela consegue sair de uma simples fotografia, para uma realidade ou vivencia do que é aquilo, onde eles podem ter contato e aprender na prática com isso. Mesmo com o curto espaço de tempo, eu tenho certeza que eles vão levar essa experiência para a vida toda, mesmo por que a cultura indígena é algo raro hoje em dia e ter uma oportunidade como essa é muito significativa”, comemora.

A coordenadora explica mais um ponto positivo que envolve a criação e o desenvolvimento de projetos como esse. “Parece simples, mas essas pedagogias de projetos, com uma dinâmica diferenciada do ensino, ajudam a ‘prender’ o aluno em sala de aula, pois inserem eles dentro do contexto escolar. Demais, eles se sentem incentivados a participar ativamente do processo de descoberta dos fatos. Não é uma coisa imposta e acabada. Eles próprios se auto descobrem dentro do processo de aprendizado”.

A coordenadora ainda complementa que o evento servirá como base para atividades que serão aplicadas em sala de aula, juntos com os professores e alunos. O objetivo é colocar em prática tudo que foi observado e orientar na absorção do aprendizado através das disciplinas ministradas pelos pedagogos da EJA.

Futuros projetos pedagógicos

A coordenadoria do EJA já projeta novos eventos para um futuro próximo e destaca sua importância. “No dia 3 de maio, nós comemoramos o Dia do Sertanejo. A partir dessa data, no dia 6 de maio nós organizaremos um evento com o tema: ‘O Sertanejo é antes de tudo um forte’, que é um trabalho de valorização da cultura do sertanejo, porque eu acredito que nós precisamos aprender e conhecer sobre nossa história. Será um evento muito bonito que será realizado no Colégio Municipal Santo Antônio”, finaliza ela.